Sem saber de nada, Cleiton chegou ao trabalho e perguntou pelo pai, mas foi informado de que ele não estava lá. "Sempre vínhamos juntos. Meu pai era um cara trabalhador, estava de pé todo dia às 5h. Hoje, eu acordei mais tarde e não estava com ele. Passei pelo corpo, cheguei a ver os pés dele, mas não sabia que era o meu pai", disse Cleiton, emocionado, em entrevista ao Jornal Extra.
Sem saber de nada, ele foi dispensado pelo responsável pela obra, que disse para ele voltar imediatamente para casa, pois havia acontecido alguma coisa com Elivaldo. Assustado, ele voltou e, ao acessar a internet, descobriu que o homem morto que viu a caminho do trabalho era seu pai. "Eu cheguei lá na obra e nada dele chegar. Estranhei porque eu sai de casa depois e ninguém queria falar comigo. A gente pegava todo dia esse trânsito junto. Dói muito perder um pai assim", desabafou.
Elivaldo era divorciado e morava sozinho em Santíssimo, na Zona Oeste do Rio, mesmo bairro onde o filho mora com a mãe. O pedreiro assassinado deixa ainda um outro filho que mora em São Paulo e irá ao Rio para acompanhar o enterro. Na porta do Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio, Cleiton disse que a família está em choque.
Segundo ele, o pai morreu após um policial reagir a um assalto. O ladrão teria disparado vários tiros a acabou atingindo três pessoas. Além de Elivaldo, dois policiais militares foram baleados, sendo um na barriga e outro na cabeça. Os dois estão em estado estável e seguem internados no Hospital Central da corporação.
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