A operação teve apoio da polícia italiana. O casal foi condenado no Brasil por tráfico de drogas e perdeu a guarda da criança. Desde que tinha três meses de vida, a garota morava com a família adotiva. Ela nasceu na República Dominicana, filha de uma mãe natural de lá e de pai italiano. Daniela Siqueira encontrou a garota abandonada no hotel em que era camareira, em Cuiabá, e a levou para casa. Depois, conseguiu a guarda da menina na Justiça, que foi criada como sua irmã. "Nunca havíamos perdido a esperança de que ela fosse localizada. Vamos fazer de tudo agora para tê-la conosco novamente, para que ela volte ao lar que é dela.
Estamos muito felizes", disse à Folha Online Tarsila Gonçalina de Siqueira, 58, mãe adotiva de Ida. Agora, no entanto, caberá à Justiça da Itália decidir o destino da garota. Sequestro - Ida foi sequestrada em 26 de abril de 2013, depois de quase oito anos vivendo a família adotiva. Um homem armado entrou na casa quando estavam somente a menina e Daniele. Dias depois, a família recebeu ameaças por mensagens para que deixasse de investigar o caso. A mãe biológica de Ida, Élica Isabel Feliz, 37 anos, também teria enviado mensagens afirmando que a menina estava bem na Itália.
Ela e o italiano Pablo Escarfulleri, 46 anos, perderam além da guarda de Ida a de outro filho, Pietro, depois de serem condenados em 2007 por tráfico de drogas. Em 2010, depois de Élida cumprir pena, Pietro, que tinha 4 anos, foi levado do abrigo em que vivia, na cidade de Tubarão (SC). A suspeita é de que os pais biológicos também estavam por trás do sumiço. A criança nunca foi localizada. O italiano foi expulso do Brasil em 2009, mas a suspeita é que ele tenha vivido mais no país, ilegalmente.
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