Hospital de Base não tem água "nem para beber"

dizem dois funcionários do turno da noite que precisam levar água de casa se não quiser ficar com sede. Um deles conta que os bebedouros até funcionam, mas ninguém se arrisca a tomar a água. “Ela está imprópria para o consumo humano, porque tem até 'cabeça de prego'”. 
      A água não chegou a ser analisada, mas supõe-se que são larvas de mosquito da dengue. O que dispensa imaginação é saber como está a sujeira no reservatório. Pior ainda é a falta de sabão e toalhas de papel para lavar e enxugar as mãos. hospital
      Esse hábito simples é uma prática rotineira de higiene para qualquer pessoa em qualquer lugar. Mas, principalmente num hospital daquele porte, que recebe pacientes com vários tipos de doença, inclusive contagiosa, é essencial. 
      Outro problema apontado pelos funcionários e pacientes está bem visível, a “olho nu”, principalmente no Pronto Socorro do Hospital de Base, a sujeira. As paredes manchadas e o piso gasto pela ação do tempo dão uma aparência desoladora. 
      Um paciente idoso declarou ao A Região que “um necrotério está muito mais conservado e limpo do que o Hospital”. Ele disse que não é apenas a falta de manutenção no Hospital de Base, mas “também a falta de respeito com a população carente”. 
      Cadê o médico 
      Na Unidade de Saúde da Família Alberto Teixeira Barreto, no bairro Califórnia, a situação é outra. Falta médico há mais de uma semana. A denúncia é de uma paciente idosa, portadora de diabetes, que necessita de atendimento diferenciado para o controle da doença. 
      O centro de saúde do bairro é uma unidade de referência para portadores de diabetes e de hipertensão arterial. Mas, além da falta de médico, não existe aparelho de nebulização. O equipamento é indispensável para quem tem asma e bronquite, doenças frequentes nessa época mais fria. 
      Uma dona de casa do bairro de Fátima, cadastrada no Alberto Teixeira Barreto, disse que tem três filhos menores e dois sofrem falta de ar. Constantemente ela precisa levar as crianças para receber nebulização. Como não encontra o aparelho no posto, é obrigada a ir até o hospital. 
      A mulher diz que nem sempre tem dinheiro para passagem de ônibus, “e muito menos para comprar um nebulizador, que custa em média R$ 100”. Além de pacientes da Califórnia, a unidade atende bairros vizinhos, como o Fátima, Nova Califórnia, Santa Inês e Antique.

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