Depois de alegar aumento de 81% no orçamento das universidades estaduais baianas, o governador Jaques Wagner voltou a pedir o fim da greve dos professores. A paralisação completará dois meses no início da próxima semana.
Os docentes exigem que o governo rediscuta a política de reajuste salarial para o quadriênio e revogue decreto que suspende contratações de professores e novos investimentos nas universidades estaduais. Para a categoria, o decreto afeta a autonomia universitária.
O governador diz que melhorou “muito as condições de trabalho nas universidades” e assegurou ganho real de 18% à categoria nas discussões de reajuste salarial para os próximos quatro anos. Os docentes, no entanto, alegam que o governo incluiu uma cláusula, de última hora, que promoveria o congelamento dos salários.
Ontem, o juiz da 8ª Vara da Fazenda Pública em Salvador, Mário Soares Caymmi Gomes, considerou ilegal a greve na Universidade Estadual da Bahia (Uneb) e determinou a imediata volta dos trabalhos aos professores, sob pena de multa diária de R$ 5 mil à Associação dos Docentes da Uneb (Aduneb).
A greve na Uneb é “abusiva”, segundo entendimento do magistrado. A decisão não atinge as demais universidades estaduais (Uesc-Ilhéus, Uesb-Vitória da Conquista, Itapetinga e Jequié, e Uefs-Feira de Santana). Desde ontem (31), docentes e estudantes universitários ocupam a Assembleia Legislativa baiana.
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